
INTRODUÇÃO
COM A CONSTITUIÇAO DE 1988, AS MULHERES NAO ERAM OBRIGADAS A PRESTAR SERVIÇOS MILITARES.POREM, NA FORÇA ARMADAS NAO E PROIBIDO.A MARINHA TEM EM SEU QUADRO FEMININA, NA AERONAUTICA DESDE 1982, PERMITIU O€ESSO FEMININO. A PRIMEIRA MULHERQUE LUTOU NO EXERCITO BRASILEIRO, FOI EM 1822, PARA COMBATER AS TROPAS LUSITANIAS CONTRARIAS A INDEPENDENCIAS.NO REGIMENTO DE CACHOEIRA-BAHIA, ALISTOU-SE O SOLDADO MEDEIROS, CODI NOME DE MARIA QUITERIA, MULHER DE 30 ANOS QUE FUGIU DE SUA CASA VESTINDO A FARDA DE UM CUNHADO PARA LUTAR AO LADO DOS QUE BATIAM PELA EMANCIPAÇAO. QUANDO SUA VERDADEIRA IDENTIDADE FOI DESCOBERTA, MARIA QUITERIA INCORPOROU UM SAIOTE POR CIMA DA FARDA.POR SEUS ATOS DE BRAVURA, FOI PROMOVIDA A CADETE.APOS A INDEPENDENCIA, CHEGOU A SER RECEBIDA POR DOM PEDRO I, QUE A AGRACIOU COM UMA INSIGNIA IMPERIAL E LHE GARANTIU UM SOLDO VITALICIO.MARIA QUITERIA MORREU EM SALVADOR EM 1853, AOS 61 ANOS, POBRE E CEGA.EM 1996, UM DECRETO PRESIDENCIAL A TORNOU UM DOS PATRONOS DO EXERCITO BRASILEIRO.
MARIA QUITÉRIA , A MULHER SOLDADO
Maria Quitéria de Jesus nasceu no ano de 1797 em São José de Itapororocas, na antiga Província da Bahia, e recebeu a alcunha de mulher-soldado por seus feitos de bravura em prol da independência do Brasil.
Filha de Gonçalo Alves de Almeida e Quitéria Maria de Jesus, Maria Quitéria levava a vida como todas as mulheres da época e estava noiva quando, em 1821 e 1822, a Bahia se rebelava contra o domínio português.
Envolvida no ideal de liberdade que movia seus conterrâneos e atendendo aos pedidos da Junta Conciliadora de Defesa que convocou, pelo baixo efetivo, os habitantes da região para combater os portugueses, Maria Quitéria tomou a decisão de abandonar sua família. Depois de fugir de casa, e tendo em vista que mulheres não eram aceitas em diversas atividades, inclusive nas juntas militares, teve a idéia de se travestir de homem com um uniforme emprestado do cunhado. Assim, pôde juntar-se inicialmente ao Corpo de Artilharia e, posteriormente, ao de Caçadores, com a alcunha de Soldado Medeiros. Seguiu, então, para onde o Major José Antonio da Silva Castro organizava o Batalhão dos Periquitos — assim pejorativamente chamado em razão da pouco usual cor verde do uniforme e em referência à ave típica do país. Em 29 de outubro de 1822, lutou pela defesa da Ilha de Maré, e depois dirigiu-se a Itapoã. Em fevereiro de 1823, participaria com ímpeto dos combates, atacando uma trincheira inimiga e capturando prisioneiros que levou para o acampamento da tropa.
Ainda em combate, Maria Quitéria teve a sua verdadeira identidade revelada. No entanto, obteve também reconhecimento: o General Labatut, enviado por D. Pedro I para o comando geral da resistência, conferiu-lhe as honras de 1º Cadete e o Conselho Interino forneceu-lhe dois saiotes, que foram sobrepostos ao seu uniforme para diferenciá-la dos demais membros -– ela, enfim, não mais precisava mais se fazer passar por homem.
No fim do ano de 1822, Maria Quitéria, foi admitida ao Batalhão dos Voluntários de D. Pedro I, tornando-se, desse modo, oficialmente a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar, em terras brasileiras.
Maria Quitéria lutou também pela defesa da foz do Paraguaçu: comandando um grupo de mulheres guerreiras e atacando uma nau portuguesa, impediu o desembarque de reforços às tropas inimigas. Depois de violentos combates, finalmente, a dois de julho de 1823, as tropas brasileiras marcharam vitoriosas pelas ruas de Salvador, com Maria Quitéria entre elas, junto ao então heróico Batalhão dos Periquitos, numa grande festa que selava a unidade nacional e o fim da opressão portuguesa.
Em reconhecimento por sua bravura, Maria Quitéria foi recebida no dia 20 de agosto daquele ano pelo Imperador, que a condecorou, com o seguinte pronunciamento: "Querendo conceder a D. Maria Quitéria de Jesus o distintivo que assinala os Serviços Militares que com denodo raro, entre as mais do seu sexo, prestara à Causa da Independência deste Império, na porfiosa restauração da Capital da Bahia, hei de permitir-lhe o uso da insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro." Além de receber a comenda, ela foi promovida a Alferes de Linha. Consolidada a independência do Brasil, Maria Quitéria retomou sua vida particular e casou-se com Gabriel Pereira, com quem teve uma filha, Luísa.
Morreu aos 61 anos de idade, viúva e sem bens, praticamente esquecida pela história. No ano do centenário de sua morte, o então Ministro da Guerra determinou que em todos os estabelecimentos, repartições e unidades do Exército fosse inaugurado, em 21 de agosto de 1953, o retrato da insigne patriota. Já em 28 de junho de 1996, Maria Quitéria de Jesus, por decreto do Presidente da República, passou a ser reconhecida como Patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.
Filha de Gonçalo Alves de Almeida e Quitéria Maria de Jesus, Maria Quitéria levava a vida como todas as mulheres da época e estava noiva quando, em 1821 e 1822, a Bahia se rebelava contra o domínio português.
Envolvida no ideal de liberdade que movia seus conterrâneos e atendendo aos pedidos da Junta Conciliadora de Defesa que convocou, pelo baixo efetivo, os habitantes da região para combater os portugueses, Maria Quitéria tomou a decisão de abandonar sua família. Depois de fugir de casa, e tendo em vista que mulheres não eram aceitas em diversas atividades, inclusive nas juntas militares, teve a idéia de se travestir de homem com um uniforme emprestado do cunhado. Assim, pôde juntar-se inicialmente ao Corpo de Artilharia e, posteriormente, ao de Caçadores, com a alcunha de Soldado Medeiros. Seguiu, então, para onde o Major José Antonio da Silva Castro organizava o Batalhão dos Periquitos — assim pejorativamente chamado em razão da pouco usual cor verde do uniforme e em referência à ave típica do país. Em 29 de outubro de 1822, lutou pela defesa da Ilha de Maré, e depois dirigiu-se a Itapoã. Em fevereiro de 1823, participaria com ímpeto dos combates, atacando uma trincheira inimiga e capturando prisioneiros que levou para o acampamento da tropa.
Ainda em combate, Maria Quitéria teve a sua verdadeira identidade revelada. No entanto, obteve também reconhecimento: o General Labatut, enviado por D. Pedro I para o comando geral da resistência, conferiu-lhe as honras de 1º Cadete e o Conselho Interino forneceu-lhe dois saiotes, que foram sobrepostos ao seu uniforme para diferenciá-la dos demais membros -– ela, enfim, não mais precisava mais se fazer passar por homem.
No fim do ano de 1822, Maria Quitéria, foi admitida ao Batalhão dos Voluntários de D. Pedro I, tornando-se, desse modo, oficialmente a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar, em terras brasileiras.
Maria Quitéria lutou também pela defesa da foz do Paraguaçu: comandando um grupo de mulheres guerreiras e atacando uma nau portuguesa, impediu o desembarque de reforços às tropas inimigas. Depois de violentos combates, finalmente, a dois de julho de 1823, as tropas brasileiras marcharam vitoriosas pelas ruas de Salvador, com Maria Quitéria entre elas, junto ao então heróico Batalhão dos Periquitos, numa grande festa que selava a unidade nacional e o fim da opressão portuguesa.
Em reconhecimento por sua bravura, Maria Quitéria foi recebida no dia 20 de agosto daquele ano pelo Imperador, que a condecorou, com o seguinte pronunciamento: "Querendo conceder a D. Maria Quitéria de Jesus o distintivo que assinala os Serviços Militares que com denodo raro, entre as mais do seu sexo, prestara à Causa da Independência deste Império, na porfiosa restauração da Capital da Bahia, hei de permitir-lhe o uso da insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro." Além de receber a comenda, ela foi promovida a Alferes de Linha. Consolidada a independência do Brasil, Maria Quitéria retomou sua vida particular e casou-se com Gabriel Pereira, com quem teve uma filha, Luísa.
Morreu aos 61 anos de idade, viúva e sem bens, praticamente esquecida pela história. No ano do centenário de sua morte, o então Ministro da Guerra determinou que em todos os estabelecimentos, repartições e unidades do Exército fosse inaugurado, em 21 de agosto de 1953, o retrato da insigne patriota. Já em 28 de junho de 1996, Maria Quitéria de Jesus, por decreto do Presidente da República, passou a ser reconhecida como Patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.